Mercado Escola da UFMS inicia 2026 com presença de calouros e fortalecimento da agricultura familiar

Postado por: ARTHUR PENNA AYRES

O Mercado Escola da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul deu início à comercialização de 2026 nesta terça-feira (3), em um momento que reuniu produtores, estudantes e representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). A abertura coincidiu com a recepção dos calouros e reforçou o papel do projeto como espaço estratégico de integração entre universidade e comunidade.

Realizado na Cidade Universitária, o evento marcou o início de um novo ciclo de fortalecimento da agricultura familiar e da economia criativa em Mato Grosso do Sul. O espaço voltou a receber o público com diversidade de produtos, incluindo hortifrutis, panificados, queijos, doces, artesanato e alimentação regional.

Ampliação e novas atividades em 2026

A coordenadora e responsável técnica do Mercado Escola, Aline Gomes da Silva, destacou que o projeto entra em 2026 com metas de expansão e aprofundamento das ações.

“Nesse ano de 2026 nós temos algumas atividades extras que o Mercado Escola deve iniciar. Vamos aprofundar mais na prestação de serviços, em atividades que visam a autonomia produtiva desses produtores e também comercial. As comercializações permanecem às quintas-feiras, das 10h30 às 18h30, e temos a expectativa de ampliar o número de produtores credenciados”, afirmou.

Segundo a coordenação, além da comercialização semanal, o foco será fortalecer a autonomia produtiva, ampliar mercados e qualificar ainda mais os participantes.

A superintendente do MDA em Mato Grosso do Sul, Marina Ricardo Nunes Viana, acompanhou a abertura e destacou a importância da iniciativa para a política pública de fortalecimento da agricultura familiar.

“É muito importante ver que aquilo que foi planejado está acontecendo. Ver as famílias produzindo uma diversidade de produtos mostra que o Ministério está investindo no lugar certo. O trabalho da coordenação do Mercado Escola e da equipe é fundamental, especialmente no diálogo com territórios indígenas, quilombolas e assentamentos, que são prioridade para nós”, ressaltou.

Marina também reforçou o compromisso de ampliar as oportunidades para os produtores.

“Quero acompanhar mais de perto, participar das próximas quintas-feiras e levar essas famílias para outros espaços, como feiras em outros estados, para que possam mostrar a produção que desenvolvem aqui”, afirmou.

A superintendente relembrou ainda que participou da concepção do projeto, antes mesmo da sua implementação. “Ver o Mercado Escola consolidado é motivo de honra e orgulho.”

Diversidade cultural e protagonismo feminino

Entre os expositores está Sebastiana Batista, artesã da etnia Terena, da Aldeia Marçal de Souza. Ela comercializa peças em argila, como bonecas, vasos, pratos e chaveiros.

“Estou adorando a volta. A gente sente falta quando para. Trouxe novidades como colares, pulseiras, potinhos e cerâmicas. É muito importante estar aqui”, destacou.

A presença de produtoras indígenas reforça o compromisso do projeto com diversidade, inclusão e valorização cultural.

O Mercado Escola consolida-se como laboratório vivo de extensão universitária. Estudantes atuam diretamente no acompanhamento dos produtores, aplicando conhecimentos em gestão, comunicação, agroecologia e economia solidária.

A comercialização segue ao longo do ano, sempre às quintas-feiras (exceto no dia 05/03), das 10h30 às 18h30, no Pavilhão do Mercado Escola, ao lado do Ginásio Moreninho, com entrada gratuita e aberta à comunidade.

Com a retomada das atividades, a UFMS reafirma seu compromisso com o desenvolvimento local, a valorização da agricultura familiar e a promoção da economia criativa em Mato Grosso do Sul.